sábado, 5 de julho de 2008

Há quanto tempo...

Mundo gira forte. Truculento. Barulhão.
De recém solteira, rumo à BH fazer pós, pra dona de casa, esposa e mãe.
Quando é que eu posso pegar a conversa pelo meio e ir "na" janelinha?
Estudar arte ajuda.
Livro de Artista.
Mas tem sonzinho me chamando toda hora.
Regar minha flor preferida.
Meu carinho mais doce.
Meu filho.
Engraçado, as vezes me demoro longos minutos contemplando os traços dele pra ver se me enxergo, se enxergo o pai...
Custo a acreditar que sou mãe.
De qualquer forma é uma delícia ser.

video

Por acaso...

Deu saudade de escrever...
Então...
Deixo só estas palavrinhas mesmo.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Europa


Eu vi castelos. Todos eles.
Passei por entre suas câmaras, almocei em suas salas agigantadas.
Eu ouvi fados em Lisboa, dancei Flamenco em Madrid, cavalguei feito William Wallace em Coração Valente, na Escócia, enquanto a chuva caía sobre meu rosto num dia cinza.
Subi o Big Bang, vi Paris de cima após tomar um café em praça aberta.
Caminhei por vinícolas da Borgonha e da Toscana e lavei meus pés para pisar em uvas e produzir do vinho mais caro.
Uma saudade melancólica das viagens fantásticas.
Itinerário repetido por incansáveis e repetidas vezes.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Blog novo!

Então... vou ser mãe.
Mas esse espaço não é pra discutir a respeito.... aqui é a mulher...no blog novo é a mãe....
Pra quem disser que a separação não é possível, eu digo, viva a individualidade!!!
Sou as duas coisas. Aqui, mais uma coisa que a outra. Lá, mais outra coisa que a uma..rsrsrs

Bjmmmm e visitem
abarrigaescarlate.blogspot.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

"Ela acreditava em anjo, e, porque acreditava, eles existiam"

Frase-título: Clarice Lispector

Ei pessoas queridas-bonitas-de-lindas-coloridas-de-sopas-
e-caldos-de-letrinhas...
Hoje vou só postar mini-poema... ainda estou hibernando...
Tem sido aventura entrar no Pc...rs
Estou bem e espero que vc´s também!
Mas quando melhor, baterei na porta de todos...rsrs


Para os que pedem em sonhos
Para os que pedem por sonhos
Para os que sonham
Para os que estão acordados
Para aqueles estragos que (só) duram enquanto o sono não vem

Durmo.


sábado, 11 de agosto de 2007

Bon appétit

E cai uma gota de tinta.
Menina não sabe se borra ou se pinta...
Mas gota tilinta e ela sorri.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O que há em mim é sobretudo cansaço

http://newton-i.usefilm.com/2/3/0/0/2300/588835-large.jpgO que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas - Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Heterônimo: Álvaro de Campos
Fernando Pessoa

Resultado de noite sem sono...

Pensei. Confesso que não amava você por inteiro. Amava parte que estava presente, que me fazia sentir protegida, amada. Amava a parte que me fazia recostar cabeça em seu peito e sentir que ia ficar tudo bem. Amava atenção, dedicação, família que veio junto. Amava profundamente riso. Piadas sem graça, caras e bocas enquanto eu, furiosa. Amava capacidade de se entregar. Amava carinho e ligações diárias. Essa era a parte qe me fazia seguir em frente, que me dava a esperança de que você seria aquele cara que eu conheceria na faculdade e me casaria. E seria história pra vida toda. Contudo, havia parte não amada. A limitação e a comodidade. Duas palavras que compreendiam grande parte das suas atitudes e posicionamentos diante da vida. A limitação não te permitia estar no lugar do outro, aceitar o diferente, encontrar o bom no que aparenta apenas o negativo. Ou me podar sempre que tentava sair da rotina. Mas a comodidade era o que mais me irritava. Ela era mental, alguém limitado, satisfeito com o que se sabe... e física, minha casa e sua...casa sua e minha... gente perto... nos últimos dias...não conversamos, apenas interagimos em falas alheias. Me descobri acomodada também, porém fisicamente. Não deveria. Corpo precisa ver lugar, precisa ver gente, pra alma sentir mundo. Na acomodação você não me ouvia. Cansado, com fome, com sono, ocupado... fingia que eu estava bem quando não estava, para não ter que falar a respeito. Me deixava quieta. Como se a parte que dialoga, que é mais frágil e complexa não o interessasse. E me sentia sozinha ao seu lado. Então cheguei à conclusão de que : não, não queria que você fosse outra pessoa, mas que fôssemos melhor do que fomos no dia anterior; e ainda que minhas inúmeras conversas tentando fazer com que você modificasse seus pontos negativos não valeram, primeiro porque ao me concentrar em você não consegui cuidar de mim, concentrar minhas energias em minhas atitudes.... e segundo porque penso que você não mudou por qurer, ainda que eu repetisse inúmeras vezes o que poderia ser transformado, por você não acreditar realmente que precisasse de mudança. Mudança nas atitudes e na forma de pensar. Chame de subconsciente. Isso explicaria tudo! Você não acreditar lá no fundo, de que precisasse de mudaça. E mais uma vez, eu sozinha. Aflita pra ver você crescer, pra crescermos juntos... tanta energia pra uma intenção solitária. Sozinha, pois não me reconheço em suas palavras ao falar de mim. Se diz pra ofender, tanto pior. Mostra apenas ser infantil e não fazer idéia de quem sou. E estar acomodado demais pra fazê-lo. Como sempre, preferindo remediar a previnir. Você fala, eu faço. É mais sentimento, eu razão. Uma pessoa tão sentimental mas pecando pela insensibilidade. Uma pena. Volta seria apenas mais desperdício de energia. Pelo menos agora. E contar com tempo pra ser generoso e soprar paciência quando alma precisar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Coração de Mirabelle

Moça distinta
Roupas sem decote
Nariz grande, porém fino
Ar burguês, mas pobre
Atrás do balcão
Rosto à mostra e pés cansados
Ela toda é cansaço
Apaixona-se pelo tempo
Por ideal colorido de branco
Cama macia e comida fresca
Os meses não aquecem como deseja
Eles enxergam, protegem, cuidam, mas não esquentam
Ela deseja muito
Está além do esforço do tentar
Ela é artista
Que faz desenhos de seis em seis meses
Enquanto tudo, permanece atrás do balcão
Reencontra a hora, é mais presente, pontual
Despe seu desespero
Entrega-se com calma
Recebe hora em seu peito uma a uma
Ela pensa naqueles meses
Mas vive serena nas horas
E ao vê-la, pezarozamente, afastando-se do abraço, os meses percebem qua ao preferirem parte dela a ela inteira, a mantiam afastada para não sofrer quando os deixasse
Coração de Mirabel á mais Ray do que pensa
Corre risco de sentir aperto
Corre medo em ter cabelos tingidos de branco sem tê-los
Tem receio de ter perdido a hora buscando um outro tempo

Brincando com o tradutor... em homenagem ao Flávio...rs

Je ne sais pas encore
Je ne sais pas si j'aime ou si je tombe amoureux
Je ne sais pas si je demande revenir
Je ne sais pas si j'annule son nom dans mon âme
Dans certains moments je veux courir pour leurs bras
Dans les autres moments je préfère ignorer votre existence
Pour ne souffrir pas
Être justifié
Je ne m'inquiète plus dans être ombre
Je continue encore l'ombre
J'espère ne pas entendre votre voix ou votre présence
Cela affecterait mes fois
Cela tremblerait ce qui croit
N'importe quoi de si mauvais dans ceci
Ni de si bon
C'est seulement le temps qui si j'avais dispersé et qu'il me laisse toujours incertain et d'avertissement